sexta-feira, 13 de julho de 2012


Percebi que há tempos venho perdendo o hábito de escrever. Pensei, pensei e descobri que só resolvia botar as palavras no papel (ou no caso, no word haha) quando sentia meu mundo (tá, não encontrei palavra melhor) abalado de alguma forma. Logo, era óbvio que só saiam reclamações, sofrimentos, mágoas e toda aquela patifaria que eu morria de vergonha de reler e publicar.

Mas ando me sentindo tão bem nos últimos meses que é difícil alguma coisa me abalar seriamente. Acho que percebi que sorrir é bem mais fácil do que viver rodeada de rancor e raiva. Isso tudo é muito clichê, mas a verdade é que procurava muitas respostas pra coisas que não precisam ser respondidas e criticava tanto quem não se libertava para a vida que acabava me esquecendo que eu também me sentia presa em meio de tantas crises existenciais.

Enfim, todo esse bla bla bla serve pra justificar a minha ausência no reino das palavras. Quero dizer, eu só me envolvia de opiniões quando me sentia mal, agora que isso não acontece mais acabei sentindo aquele vácuo sobre "o que escrever?". E esse foi o meu dilema de agora: "o que vou escrever pra começar o novo blog?". Fiquei pensando, pensando e resolvi escrever nada mais do que o que eu estava refletindo no momento: minha ausência na escrita.

É meio ridículo pensar que eu só escrevia quando algo me perturbava, afinal, poesias depressivas como as do Alvares de Azevedo me matam de tédio e eu estava seguindo a risca. É irônico quando a gente percebe que vários momentos bons passam em branco e as coisas ruins são todas gravadas em alguma parte da internet. Resolvi reverter esse costume, prefiro relembrar sempre dos meus dias alegres do que da época dark da minha vida.

Aliás, desviando um pouco (MUITO) o assunto, fiquei um bom tempo tentando escolher um nome pro blog. Abri um livro qualquer aqui e encontrei a palavra "devaneou". Fiz derivações (analogias) e cheguei em "Devanearia", que acho que soou bem legal. O livro que eu peguei é "A mão e a Luva" e na mesma página que encontrei o que resultou o nome do meu blog, li a frase que estou usando agora como título.


Enfim, bem vindos às páginas felizes da minha vida




PS: CARALHO, COMO ARRUMA ESSE ESPAÇAMENTO?

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